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Mudanças climáticas e saúde mental: percepção e memória de pessoas idosas de Santa Rita do Sapucaí

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dc.creator SOARES, Wálisson Pereira
dc.date.issued 2026-02-10
dc.identifier.citation SOARES, Wálisson Pereira. Mudanças climáticas e saúde mental: percepção e memória de pessoas idosas de Santa Rita do Sapucaí. 2026. 120 f. Dissertação Mestrado em Desenvolvimento, Tecnologia e Sociedade) – Universidade Federal de Itajubá, Itajubá, 2026. pt_BR
dc.identifier.uri https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/handle/123456789/4399
dc.description.abstract Population aging is a growing reality on a global scale and poses significant challenges to public policies, especially regarding the protection of mental health in later stages of life. Throughout aging, specific physical, emotional, and social conditions emerge that, in certain environmental contexts, influence coping mechanisms. Simultaneously, climate change is intensifying, with its impacts becoming more frequent and severe, disproportionately affecting territories marked by socio-environmental inequalities where older people construct their life trajectories and aging processes. In this context, this study aimed to understand how older people perceive and psychologically experience ongoing climate change, investigating its impacts on the mental health of the elderly population in the municipality of Santa Rita do Sapucaí, in southern Minas Gerais, a region characterized by the recurrence of extreme weather events, such as floods. It is based on the understanding that the intersection between population aging and climate change exacerbates vulnerability, demanding coordinated responses from different sectors of public policy. A qualitative approach was adopted, based on the Collective Subject Discourse method, using interviews conducted with elderly residents of the municipality. The analysis of the discourses allowed for the identification of emerging categories that express shared meanings, emotions, and interpretations about the climate phenomenon. The results indicate that climate change is perceived as a concrete and progressive process, associated with the loss of climate predictability, the recurring fear of new extreme events, and an increased feeling of insecurity and helplessness. Manifestations of psychological distress are observed, such as anxiety, constant worry, and fear, frequently anchored in previous experiences with floods and in the memory of a past climate perceived as more stable. These narratives reveal the formation of a collective climate memory, in which recollections of extreme events and past environmental transformations shape the current perception of risk and guide ways of coping with and giving meaning to suffering. Furthermore, the fragility of local public policies in the psychosocial care of the elderly population in contexts of climate risk is evident. It is concluded that climate change significantly impacts the mental health of the elderly population, articulating emotional, social, and symbolic dimensions of aging. The study highlights the need for public policies that integrate mental health, climate justice, and social protection, recognizing older people as central actors in the processes of adaptation to and coping with climate change, with strategies sensitive to territory, memory, and socio-environmental inequalities. pt_BR
dc.language por pt_BR
dc.publisher Universidade Federal de Itajubá pt_BR
dc.rights Acesso Aberto pt_BR
dc.subject Idosos pt_BR
dc.subject Saúde mental pt_BR
dc.subject Mudanças climáticas pt_BR
dc.subject Vulnerabilidade pt_BR
dc.subject Justiça climática pt_BR
dc.title Mudanças climáticas e saúde mental: percepção e memória de pessoas idosas de Santa Rita do Sapucaí pt_BR
dc.type Dissertação pt_BR
dc.date.available 2026-04-27
dc.date.available 2026-04-27T14:03:39Z
dc.date.accessioned 2026-04-27T14:03:39Z
dc.creator.Lattes http://lattes.cnpq.br/7483777103741007 pt_BR
dc.contributor.advisor1 SILVA, Luiz Felipe
dc.contributor.advisor1Lattes http://lattes.cnpq.br/5011211744018430 pt_BR
dc.contributor.advisor-co1 MASSOLA, Gustavo Martineli
dc.contributor.advisor-co1Lattes http://lattes.cnpq.br/7808931862068972 pt_BR
dc.description.resumo O envelhecimento populacional constitui uma realidade crescente em escala global e impõe desafios relevantes às políticas públicas, especialmente no que se refere à proteção da saúde mental em fases mais avançadas da vida. Ao longo do envelhecimento, emergem condições físicas, emocionais e sociais específicas que, em determinados contextos ambientais, influenciam as formas de enfrentamento dos riscos. Paralelamente, observa-se a intensificação das mudanças climáticas, cujos impactos têm se tornado mais frequentes e severos, atingindo de forma desproporcional territórios marcados por desigualdades socioambientais, nos quais pessoas idosas constroem suas trajetórias de vida e envelhecimento. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo compreender como pessoas idosas percebem e vivenciam psicologicamente as transformações climáticas em curso, investigando seus impactos na saúde mental da população idosa do município de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais, região caracterizada pela recorrência de alguns eventos climáticos extremos, como enchentes. Parte-se do entendimento de que a interseção entre envelhecimento populacional e mudanças climáticas potencializa condições de vulnerabilidade, demandando respostas articuladas entre diferentes setores das políticas públicas. Adotou-se uma abordagem qualitativa, fundamentada no método do Discurso do Sujeito Coletivo, a partir de entrevistas realizadas com pessoas idosas residentes no município. A análise dos discursos possibilitou a identificação de categorias emergentes que expressam sentidos, emoções e interpretações compartilhadas sobre o fenômeno climático. Os resultados indicam que as mudanças climáticas são percebidas como um processo concreto e progressivo, associado à perda da previsibilidade climática, ao medo recorrente de novos eventos extremos e ao aumento de sentimento de insegurança e impotência. Observam-se manifestações de sofrimento psíquico, como ansiedade, preocupação constante e medo, frequentemente ancoradas em experiências prévias com enchentes e na memória de um passado climático percebido como mais estável. Essas narrativas evidenciam a constituição de uma memória climática coletiva, na qual lembranças de eventos extremos e de transformações ambientais passadas organizam a percepção atual do risco e orientam formas de enfrentamento e significação do sofrimento. Evidencia-se, ainda, a percepção de fragilidade das políticas públicas locais no cuidado psicossocial da população idosa em contextos de risco climático. Conclui-se que as mudanças climáticas impactam de forma significativa a saúde mental da população idosa, articulando dimensões emocionais, sociais e simbólicas do envelhecimento. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas que integrem saúde mental, justiça climática e proteção social, reconhecendo as pessoas idosas como sujeitos centrais nos processos de adaptação e enfrentamento das mudanças climáticas, com estratégias sensíveis ao território, à memória e às desigualdades socioambientais. pt_BR
dc.publisher.country Brasil pt_BR
dc.publisher.department IRN - Instituto de Recursos Naturais pt_BR
dc.publisher.program Programa de Pós-Graduação: Mestrado - Desenvolvimento, Tecnologias e Sociedade pt_BR
dc.publisher.initials UNIFEI pt_BR
dc.subject.cnpq CNPQ::OUTROS::CIÊNCIAS SOCIAIS pt_BR


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